sexta-feira, fevereiro 15, 2008

Inspiração

A gente procura quando não tem nada pra fazer ... nada pra pensar... ninguém pra amar

Buscando palavras, pensamentos, emoções

No vazio do papel escrevendo buscando preencher o branco da vida a ausência de tudo

Não falta nada...

Cuando se tiene la magia no falta nada

Pero ahora solo estraño everything....

Misturando as palavras

Reorganizando as idéias

Escutando as trilhas sonoras

Preenchendo as horas...

Sunday morning raning is falling…

We don’t need to go outside…

All I need…

Que pena amor que pena…

No estamos solos no...

Lagrima de oro...

Não provoca choro, nem riso

No frio copo de vinho é o que restou

Nessas idas e vindas deixando pra trás amores, amigos, histórias lugares, voltando pro mesmo cercado de montanhas, pessoas, essas cada vez mais raras, distanciadas pelas rotinas não dão mais as caras... tomam diferentes caminhos...

Também seguem seguindo ou também vão fugindo, procurando um lugar, uma coisa qualquer pra mudar seu marasmo... algum entusiasmo

E agora que estou cada vez mais fixa a cabeça fica mais dura, menos inventiva nesse ócio sem imagens, sem contato, isolada

Dos elementos, dos momentos, dos aparatos

Sem internet, sem celular, sem endereço fixo quem procura não acha e eu perdida no meio da cidade vazia, presa dentro das paredes...

Em um lugar perdido

Alguém vive com sua paisagem, suas atividades diárias que são muitas e preenchem o vazio e não podem ser deixadas pra depois, porque a fome não espera, a chuva não pode ser adiada, a maré não varia conforme algum querer...

A mim só restam linhas...

Tenho o estomago preenchido, mas o vazio da alma continua esquecido espremido, por chuva de sons e imagens programadas, editadas, se propagando pelo mundo, tornando-se banais........................................ um por do sol é único, um nascer só se dá uma vez, as estrelas vistas são o passado na sua janela de moldura de arvores quando a mata é sua casa, ela pode ser “má” e “mata” mas por que exige um respeito esquecido pra quem não vive sob suas leis, ordens, cadeias

Escolhas vão passando

Um dia eu escolho o que quero

Um dia eu crio minha realidade

Um dia eu acordo

Um dia eu vou dormir com os sons da noite porque o silencio não existe!!

Um dia esse dia chega

Um dia eu digo chega

Um dia eu chego lá

E aí é pra não mais voltar!

Me afogo no vinho

Gasto todas as energia, gastando todo o dinheiro

Vou girando a cabeça na tontura já que não estou girando o mundo inteiro

Sinto falta dos de longe, dos que se vão, dos que ficaram pra trás...

Amanhã ou depois começa a rotina

Ela te engole

Não sobra tempo pra pensar, você acorda automaticamente ou resolve dormir mais um pouco mas é só uma fuga da mente q não quer acordar pra esse mundo q já não queria

Faz uma doença pra te tirar do ar

Faz uma conversa pra relaxar

Procura um ombro pra se encostar

Um peito pra abraçar

Uma boca pra se afogar

Pegar um fôlego pra suportar

A avalanche de nada

Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh um grito pra estravazar



RIo, 05/08/2007

Nenhum comentário: