Chega a noite e .... com ela vem o encontro com nós mesmos!
Revela que aquele amor, pelo qual temos que ocupar todas as horas do dia, com agitações incessantes, para fingirmos que não nos lembramos, ainda não foi esquecido!
Ah se houvesse uma “mente sem lembranças”! Ah se jogássemos as cartas e fotografias de gente que foi embora! E nessa hora me dou conta que, nem cartas, nem fotografias tenho pra jogar fora! E se pensar melhor até “gente que foi embora” fica complicado... por que quem realmente nunca esteve... como pode ter ido embora?
E ainda lembro da pessoa, que esteve em mais do que cartas e fotografias e presença...
Teve experiências de dia a dia, de todo dia, de dia todo...
Não adianta voltar no passado só porque o que está passando não vai bem!
Também não vai mal, como era antes. Tanto na ausência, como na experiência não tava legal! Então fazer o que? Será que só existe ganhar ou perder? Não existe simplesmente viver?
Não quero estar, por estar, quero SER! Ser eu mesma, sem ninguém pra me dizer o que posso ou não fazer, ou sem ninguém pra me dizer se tô gostando, ou não, do que estou fazendo!
Se estou fazendo, supostamente estou gostando! (não que faça só o que gosto, infelizmente, mas ser lembrada disso é pior)
Então não me venha com indagações, para me fazer pensar o que não tem explicação!
Se não pode nem mesmo me ajudar a explicar...
Coloquei-me no papel de decidir o que não queria ter decidido!
É mais complicado do que sempre imaginei, cada vez fica mais complexo!
São cadeias de ações que te transformam e será que você vai se reconhecer amanhã depois de assumir esse papel?
Será que seu corpo não vai rejeitar sua ação quando ela contraria seu coração?
Ou será que é uma reação apenas por que você vinha tendo um comportamento vicioso, e essa nova atitude que seu corpo não reconhece, tem que ser digerida. E em um primeiro momento é mal digerida como uma comida exótica!
(Rio, ago. 2006)
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Um comentário:
E a gente se ocupa com agitações incessantes pra não ficar lembrando desse amor como nos ocupamos com esse amor pra não ficarmos lembrando de nós mesmas? "O nosso amor a gente inventa pra se distrair..."
Postar um comentário